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Playin’ with me
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Ei, peraí. Mas não fui eu que errei. Você e sua capacidade inacreditável de fazer com que eu sempre assuma os erros no final. Peraí, você quem devia ter pedido desculpas dessa vez. Calma. Mas não foi você que errou? Ah, agora já está feito, já pedi. Assumi mais uma vez a culpa que não era (só) minha. Tudo bem, de novo. Esse seu doce dom manipulador. Nunca falha.
Você está sempre num tabuleiro, calculando movimentos, sabendo o que vai acontecer. Nenhum ponto que você dá fica sem nó. Nenhum. Isso é uma qualidade. É? Não acho mais. As vezes eu penso que você manipula demais as coisas, sempre junto fatos e cacos de modo que nunca erra. O mundo erra. Você não.
Lá vem você de novo. Agora você sabe bem o que fazer pra me provocar, pra me deixar puto. Você sabe e faz. Mas nega que tenha feito com qualquer objetivo. De novo? Não vai colar dessa vez. Colou. Mas colou bem mal colado. A gente brigou de novo por causa disso. A culpa é sua, você que começou. Ei, peraí. Por que eu estou te pedindo desculpas de novo? Dessa vez não. Eu não vou cair. Caí.
Juro que da próxima vez eu não vou cair. Peraí. Eu já disse isso uma vez…
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Em algum lugar do mundo eu posso recomeçar. Sem ninguém pra me cagar regra.